MUNDO DE BETH

OH, VÓS QUE OUSAIS ADENTRAR AO MUNDO DE BETH, PERDEI TODA ESPERANÇA MAS JÁ QUE OUSOU E ADENTROU…TORNOU-SE UM CÚMPLICE… ESTAREMOS PERDIDOS…SEREMOS DEVORADOS UMPELOOUTRO.

31/8/07

ERA UMA VEZ EU…

JOCA FARIA
É UM LOUCO OU UM APRENDIZ?

PALHAÇO? OU ALGUÉM EM BUSCA DE SI MESMO?

Realmente restam muitas dúvidas…
Já em 1996, ele, juntamente com o Edu Planchêz, Ricardo Balieiro e Marcos Paulo Alvez lançaram um manifesto e isso faz parte dessa parafernália cultural joseense.

Mas o Joca Faria já vem de longe fazendo seus manifestos pela cidade…E quando não faz os manifestos, articula os movimentos silenciosa ou descaradamente… E agora, diz ele, resolveu calar a mente, numa atitude meditativa, será que as coisas vão mudar nessa cidade das palavras?

Olha aí o Joca, ainda criança, no meio dos políticos da cidade…Estão vendo? Não preciso escrever mais nada!

criado por eraumavezeu    18:55 — Arquivado em: LABIRINTO

29/8/07

ERA UMA VEZ EU…

 

Nos anos 90, aconteceu algo que nos arrebatou novamente ao reino da Poesia…Edu Planchêz, o louco poeta, espalhou versos e canções pela cidade fazendo renascer aquilo que estava dormindo dentro da gente…E esse foi um evento que marcou época…

No ano de 1995 o nosso poeta Edu Planchêz fez um movimento na cidade com o Renascimento da Poesia e do humanismo.
Esse movimento foi-se intensificando até o ano seguinte quando, na Praça Afonso Pena foram realizadas apresentações as mais variadas.

Olha aí…até o Krishina no teclado…Eu, Stjepan, João, Marilza, Irael…Balieiro e outros, na foto.

Esse evento, foi-se espalhando por outros cantos da cidade:

criado por eraumavezeu    20:29 — Arquivado em: LABIRINTO

25/8/07

GRÃOS DE AREIA

( Dedicado aos Tuaregues do deserto do Saara)

Tenha um breve sonho comigo
Tenho um breve sonho contigo
Digo
Sigo Kundaline
Kund/on-line?
Digo
Sigo Shiva
E os meus pés flutuantes
Digo
Sigo Sandman
E os grãos de areia
Soltos no ar
Entre o espaço e o tempo
Numa ampulheta vital
Passa como o vento
Numa tempestade de areia
Deixando um sereno silêncio
Incompreensível
Entorpecidos por Maya
Cantamos mantrans
Evocando lembranças perdidas
De tempos indeléveis
“Que é isto, que sobe do deserto
Entre colunas de fumaça
Exalando mirra e incenso
E toda sorte de aromas?”
E desaparecem num passe de mágica?
Cultivamos adormecidos
Sonhos amanhecidos
Como o pó que o vento leva
Tudo tem seu tempo
Há tempo para sonhar
Há tempo para despertar
Acordai! Acordai!

Eliza / Beth

“Os tuaregues habitam o norte da África há tanto tempo que a memória de suas origens se desbota no tom ocre do deserto. Montados em seus meharis, uma raça de camelo veloz e resistente, dominaram as areias do Saara cobrando altos tributos para que as caravanas pudessem passar durante séculos. Povo guerreiro, sua marca característica eram os turbantes que lhes velavam os rostos para fugir das simum - as tempestades de areia. Seu código de honra era igual a dos cavaleiros medievais: palavra dada é como dívida de sangue e, portanto, honrada sempre.” (www.reporterbrasil.org.br)

“Os tuaregues constituem um povo belo e formoso que descende dos primeiros habitantes berberes do norte da África revelando vestígios do antigo contato com o Cristianismo primitivo – o que inclui a monogamia e o sinal da cruz. Embora sejam muçulmanos curiosamente são os homens que usam véus e as mulheres têm mais liberdade do que a maioria das muçulmanas.
A fome expulsou muitos de suas terras migrando em direção ao sul para as vilas e povoados onde podem receber alimentos e tentar recomeçar. De fato até mesmo o tradicional comércio na caravana de sal que ocorre todos os anos no deserto do Saara está ameaçada” (http://www.aup.org)

criado por eraumavezeu    11:36 — Arquivado em: DEVA-NEAR

17/8/07

EXPLOSÃO ORGÂNICA

Atravessando o portal
Nas mãos, uma cruz paradoxal (o falo e o útero)
No bojo
Um cartão postal, do “louco”
Ingênua criatura, em fuga Bachiana
Atrás de si, o cão
A sua frente, o abissal
Nesse momento cinematográfico
As paixões dilaceram
Trituram
Maceram como ervas
Que cultivo num jardim
Suspenso em meu peito frágil
Mas passam
Como vento assoviando
Ou como brisa de fim de tarde
Que não tem por que
Busco o outro lado da catedral
Onde pouso meus joelhos ao chão
E busco, na melancolia
O sino
A sina
O sono
O balanço e o som
Evoco uma constelação
Onde pesa o coração e a pluma
E ao meu lado, o corvo
Devorando minhas entranhas
Um pouco por dia
E Dylan Thomas dá um sabor de morte
Aos meus ouvidos atrozes
Ávidos por música
Ao meu olhar sem sentido
Ávido por cores
A minha pele amarela
Ávida por maciez
Ao meu íntimo coerente
Ávido por transfiguração
Meu ser anacrônico
Ávido de luz
E o “louco” ali na minha frente
Um espectro atraente
Num embuste corriqueiro
Que se pode acostumar
Numa lucidez in delírio
O “louco” atravessa a estrada
Meu caminho predileto
Com sua beleza lunar
Perco a direção do sol
Por um instante, devaneio
Olho!!!
Aprecio!!!
E Dylan Thomas
Soa como um sino
Acompanho com o olhar
Aquela figura estranha
Singular
Bela
Sem rumo
Numa atitude silenciosa e inocente
Neutralizando o átomo.

Eliza / Beth

criado por eraumavezeu    20:52 — Arquivado em: DEVA-NEAR

8/8/07

MEL

O mel é doce na boca da abelha
Mórbida paixão
Pelas coisas estranhas
A doçura da voz
Resgata um passado distante
Que foge a todo instante
Permanecendo intacto
Numa memória inconstante
Voz macia
Doce como mel
Escorre devagar
Em pingos densos
Como vidas eternas
Em variadas matrizes
Acalenta os ouvidos mágicos
De quem a escuta
Apazigua os animais
Nos seus momentos de fúria
Brota suave
Como uma flor
Colorindo a paisagem.

Exclusivamente bela!!!

Eliza / Beth

criado por eraumavezeu    17:54 — Arquivado em: DEVA-NEAR

6/8/07

QUANDO TIGRES, MORREMOS DE VELHICE

Listras brancas / negras
O alaranjado do sol
Retirando um odor peculiar
De algo assim
Estóico e astuto.
Éramos inocentes
E sem escrúpulos
Devorávamos, naturalmente
O que nos cabia devorar
A velocidade vertiginosa
Companheira camuflada de si
O verde brilhante
Estendendo-se aos raios de luz
Na relva
Esfregando-se como loucos
Em verdes macios
No calor do vento
Sentindo pelos e peles
Multicoloridas
Cheirando o sagrado
Oculto em deuses, homens e bestas.

ELIZA/BETH

criado por eraumavezeu    18:41 — Arquivado em: DEVA-NEAR

ERA UMA VEZ EU…

Em 1993, a comissão de literatura, composta por nossos amigos poetas, entre eles, Joca Faria, fizeram marcadores de livros com poemas:


E foram distribuídos pela cidade…
criado por eraumavezeu    18:11 — Arquivado em: LABIRINTO

3/8/07

EU SOU ÁSPERA E LISA BETH

Busco dentro de mim
A consciência perdida
Dentro dos limites do meu ser
Quero transcender essa dualidade natural
E tornar-me um  único verso
Nesse Universo micro-cósmico.
O acidente
Foi apenas um incidente mecânico
Que só recuperando a consciência
Para sair desse círculo
Onde estou
Apenas cumprindo o vício.

ELIZA / BETH

criado por eraumavezeu    16:12 — Arquivado em: DEVA-NEAR

ERA UMAVEZ EU…

Nos anos 90, o poeta Moraes e a poetisa Beth Blait Alvin, criaram o “Encontro dos Poetas Anônimos” na Biblioteca.
Na ocasião ela era a coordenadora da comissão de literatura e ele, o vice.
Em 1992, na Semana Cassiano Ricardo foi lançado um folheto, onde vários poetas participaram e entre eles, aqueles nossos velhos conhecidos:

criado por eraumavezeu    15:44 — Arquivado em: LABIRINTO
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