29/10/07
QUEM SOU EU?
Grita desesperada!
Dores criadas
Desejos sedentos
Amores inventados
Louvores ao vento
Tempo inútil
Por uma espera infinita
Pelo Real
Oculto no meio da multidão.
Eliza/Beth
Eliza/Beth
Nos meados dos anos 90, o poeta Edu Planchêz espalhou entusiasmo com o Renascimento da Poesia e do Humanismo em todos os cantos da cidade.


A idéia lançada foi a semente jogada na Terra dos Campos e das Flores, junto aos Filhos da Mantiqueira…
Amamos o seu jeito de ser!!!
SINCRONIA
Quem somos nós
Que viajamos um dentro do outro
Em busca de si mesmo?
Tu passas sobre pontes reais
Alucinado com visões de cisnes, pássaros
E leões surreais
Extasiado com olhares felinos
Estendidos entre o negro e o amarelo.
E eu, vagando bem devagar
Sobre teus sentidos
Disperso minhas células ao vento
Cristalizando-as ao teu mundo molecular
Numa curva da paisagem
Eu ins-piro
Tu ins-piras
Inspirações viram melodia
Alimentando nossa fome
Inspirações em sintonia
Espalhando-se em sinfonias aleatórias
Respiramos o mesmo ar com cheiro de alecrim
Na mesma intensidade
Na mesma quantidade
E na mesma velocidade da luz
Enxergamos a mesma distância milenar
Deslizando no espaço e no tempo…
Que horizonte tão belo é esse?
Elizabeth

Quando penso em ti
Transporto-me
A tua porta
Só então me lembro
Que esqueci a chave
E o segredo do cadeado
Bato desesperada
Mas não escutas
O ritmo do meu coração
Nem as palmas da minha mão…
Elizabeth
Como Alice, atravesso…
A tela brilhante a minha frente
Só para provar
Que a matemática nunca foi exata.
Atravesso Euclides
Rindo da sua tridimensionalidade bestial!
Penetro o mundo das maravilhas
Onde os elétrons
Espalham-se folgados
Para me dar passagem
Por entre os vãos.
Vou surgindo entre os seus dedos
Que puxam meus cabelos despenteados.
E ao chegar inteira
Do outro lado
Sinto cheiro de Alfazema do campo
E a doçura
De um olhar de mel…
Sua voz?
Ainda desconheço a tonalidade…
Está mudo diante de mim
E suas ondas telepáticas
Atravessam-me como uma espada de luz
E sua metralhadora de palavras
Jaz ao lado
Pronta para ser disparada
Esperando meu sinal
A minha senha
O meu signo escrito nos papiros antigos.
Derreto-me no seu mel
D I L U I N D O
Meus fragmentos flutuam
Nesse ar virtual.
Então, você junta um por um
Todos os meus pedaços
Configurando-me ao seu bel prazer.
Que segundo mais intenso!!!
De repente
Vou sumindo no plasma:
Hasta la vista, my baby!!!
Elizabeth