MUNDO DE BETH

OH, VÓS QUE OUSAIS ADENTRAR AO MUNDO DE BETH, PERDEI TODA ESPERANÇA MAS JÁ QUE OUSOU E ADENTROU…TORNOU-SE UM CÚMPLICE… ESTAREMOS PERDIDOS…SEREMOS DEVORADOS UMPELOOUTRO.

25/1/08

PRINCÍPIO DA INCERTEZA


(Princípio da Incerteza - Magritte)

PRINCÍPIO DA INCERTEZA

As pedras rolam!
O fogo queima!
As plantas curam!
Os animais devoram e são devorados!
E nós humanos,
Apreciamos o cenário que se abre ao nosso redor…
Como insensatos seres
Rolamos em direção ao abismo
Não buscamos na irmandade das coisas
A cura do nosso mal.
Estamos convictos que somos os melhores do planeta
Quem sabe até do universo…
Mas como não temos certeza de nada
Vestimos essa fantasia
Durante todo o baile…
Depois que o som acaba e as luzes se apagam
Continuamos vestidos
Acreditando que ainda podemos.

Elizabeth

criado por eraumavezeu    16:19 — Arquivado em: DEVA-NEAR

21/1/08

A VERDADE LIBERTA


“A Adversidade é o primeiro caminho para a Verdade” (Lord Byron)

A VERDADE LIBERTA

 

Formosa donzela
Espreita nossos colóquios…
Olhamos um para o outro
Sem nada ver.
Verbas até mim
Com passos faceiros
Recebo tuas letras
Embrulhadas para presente.
As palavras flutuam no plasma!
Poderosa donzela
Revela-se entre nós.
Embebido em vinhos e bacanais
Tu estás
Dividido em mil tarefas
Multiplicadas
Pelas somas ou subtrações do dia a dia.
Do meu lado
Esquivo-me dos atos nobres ou fúteis
Busco nas entrelinhas do verbo
A morte pela cruz
E o renascer no terceiro dia…
Quem sabe até
Criar asas
e sobrevoar a matrix.
Lá está a donzela
Espiando nossas delicadezas
Esperando a plena claridade
Minha e tua
Em admitir
Que somente ela
Pode nos libertar
Desse monstro de nós mesmos.

Elizabeth

A UMA TAÇA FEITA DE UM CRÂNIO HUMANO

Não recues! De mim não foi-se o espírito…
Em mim verás - pobre caveira fria
-Único crânio que, ao invés dos vivos,
Só derrama alegria.

Vivi! amei! bebi qual tu: Na morte
Arrancaram da terra os ossos meus.
Não me insultes! empina-me!… que a larva
Tem beijos mais sombrios do que os teus.

Mais val guardar o sumo da parreira
Do que ao verme do chão ser pasto vil;
-Taça - levar dos Deuses a bebida,
Que o pasto do reptil.

Que este vaso, onde o espírito brilhava,
Vá nos outros o espírito acender.
Ai! Quando um crânio já não tem mais cérebro…
Podeis de vinho o encher!

Bebe, enquanto inda é tempo! Uma outra raça,
Quando tu e os teus fordes nos fossos,
Pode do abraço te livrar da terra,
E ébria folgando profanar teus ossos.
E por que não? Se no correr da vida

Tanto mal, tanta dor ai repousa?
É bom fugindo à podridão do lado
.Servir na morte enfim p’ra alguma coisa!…

Lord Byron
Tradução de Castro Alves

criado por eraumavezeu    13:56 — Arquivado em: DEVA-NEAR

16/1/08

ERA UMA VEZ EU…

(Moraes, Elizabeth, Dailor Varela)

O Último dos Moicanos da poesia…Foi assim que o Poeta Moraes definiu a ilustre figura de Dailor Varela… Isso aconteceu no final do ano passado na palestra do Moraes e o poeta esteve presente.
Admirado por muitos, criticado por alguns, esse Moicano sobrevive as intempéries tecnológicas da nossa cidade sem alma… E com suas letras vai modelando, juntamente com outros companheiros de criação, essa alma que nasce a todo instante e sobressai por entre o cimento e o concreto, exalando perfume de flores do campo…
Dailor Varela vem atuando desde os anos oitenta, no turbilhão de movimentos alternativos e criativos dessa cidade dos campos e das flores…
Já nos anos 80, o ator de teatro Marcos Planta, leu e adaptou para o teatro, o livro "Jaula Aberta" e Junto com o ator e diretor Irael Luziano, levou para todos os cantos da cidade, a obra de Dailor Varela.

Elizabeth

criado por eraumavezeu    19:30 — Arquivado em: LABIRINTO

A SENSAÇÃO DE UM ABRAÇO É TOTALMENTE DEMAIS

Desmistifiquei com um abraço
Seus mistérios insondáveis e delicados
Desencantei sua voz
E transformei sua sina
Numa metamorfose caótica
Você ri e chora…é assim!
Coisas sagradas envoltas em segredos
Desvendáveis com um abraço
De braços e pernas
Num momento único
Para o único ser
Sequioso em cortar a cabeça da medusa
E a empalhar para si
Num gesto audaz.

Elizabeth

criado por eraumavezeu    0:23 — Arquivado em: DEVA-NEAR

14/1/08

Brincadeira… de Paulo Roberto

Por mais que as bombas explodam
e não restem mirras e pranas
restará algo maior
livre de peles profanas
Por mais que tudo fique mudo
restará o silêncio acuado
vivo e contundente
oportunista e calado
Por mais não haja uma chance
do silêncio falar
sobreviverá a poesia
que sabe como poucos…
Amar

Paulo Roberto

criado por eraumavezeu    22:52 — Arquivado em: DEVA-NEAR

12/1/08

COISAS LINDAS


(Mirra)

COISAS LINDAS

Quando as bombas explodirem
E na manhã seguinte
Não restar o prana
Nem as mirras etéricas
Não terei como lhe presentear
Com coisas belas e sagradas
E ficaremos mudo
Diante de tudo aquilo
E por mais dionísicos que somos
Não haverá mais
Inspiração e poesia
Por isso Permita
Que lhe diga coisas lindas… Agora!

Elizabeth


(Mirra)

criado por eraumavezeu    13:19 — Arquivado em: DEVA-NEAR

11/1/08

A PEDRA DE ABALONE


(Imagem: The Sidney Morning Herald)

Você me pergunta sorrindo
Qual é a pedra do meu anel
e não percebe o poder
que emana da "própria" mão.
Brinca fazendo de conta
que é uma bela agressão.
Não percebe as cores do arco-íris
que descem num massacre aéreo.
Não percebe o poder
Não percebe a magia
Não percebe a ironia
do destino sem destino.
Quem brinca com fogo
gosta de se queimar
E o Predigistador é o número um
nas artes da ilusão
inicia o iniciado
nessas artes, sem razão…
E o poder de Maya cega
o incauto do dia a dia.
E não percebe o poder
da luz do seu próprio olhar
refletida no abalone
nos dedos da minha mão
Não percebe o poder
da sua própria voz
intercalando com a minha
na longa estrada dos deuses
que se desfaz em deleites.

Elizabeth

criado por eraumavezeu    12:07 — Arquivado em: DEVA-NEAR
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