E ao te ver deprimido
Comprimo eminente desejo de resgatar
Tua essência de alecrim
Devolver tua lucidez
E a circulação do teu sangue frágil
De criança infeliz.
Dores reais e irreais
Dimensionalmente virtuais
Acima de mim e de ti
Busco o óleo e a erva
Que contem o cheiro da vida
Nas entrelinhas de almas fugidias
Escravizo-me as tuas dores
Como se minhas fossem
Num gesto solidário e inútil.
Estendo-me ao longo do caminho
Percorro suave por sobre teus ombros
Tocando teu coração de marfim
Tão alta e tão gélida, tua torre cai…
E num gesto rápido
Elimino tua morbidez
Colocando-te no chão, junto aos meus pés…
A cheirar o pó e o alecrim
A madeira e o capim
Retornando o sentido das coisas vãs.
Elizabeth